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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Roger reinaugura posto de saúde depois de reforma que atendeu pedido da comunidade

Dois meses depois da audiência com o poder legislativo onde oficializou a solicitação, a comunidade do Baixo Roger, em João Pessoa, pôde conhecer na manhã desta terça-feira, dia 13, o resultado das obras de recuperação da Unidade de Saúde da Família que atende a região. Em funcionamento desde 1981, a unidade passou por sua última reforma há dez anos e por isso se tornou o foco da ação de advocacy da comunidade, acompanhada pelo projeto Claim. O que se viu na inauguração só de longe lembrava as péssimas condições em que as equipes vinham trabalhando, com ambientes tomados pela umidade provocada por muitas infiltrações. Veja nas fotos ao lado o antes e o depois da reforma.


Além da comunidade e da Casa Pequeno Davi, estiveram presentes o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, e a Secretária Municipal de Saúde, Roseana Meira, além dos vereadores Sandra Marrocos e Tavinho Santos. Ambos os legisladores destacaram a importância da mobilização da comunidade, que atuou de maneira propositiva para a solução do problema de saúde. O articulador político da Casa Pequeno Davi, Mirley Jonnes, também lembrou que a obra era o resultado desta mobilização, aliada com a sensibilidade do poder público.

Uma das principais conquistas apontadas pelas próprias equipes da unidade foi a reserva de uma sala equipada especialmente para a realização de exames citológicos, o que deve atender de forma mais eficaz a população feminina do Roger, já que antes o exame era feito em espaços improvisados. E para compensar o período de dois meses sem este atendimento, no próximo sábado será realizado um mutirão para fazer todos os exames acumulados. Além da pintura das paredes, a obra também garantiu o retelhamento de todo o prédio e o conserto das infiltrações.

Durante a solenidade, o prefeito Ricardo Coutinho, (no canto à esquerda) ouviu o articulador político da Casa Pequeno Davi, Mirley Jonnes, destacar a participação da comunidade na conquista da reforma e a articulação com o poder público.


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eucalipto recebe retorno da gestão sobre providências em relação ao PSF

Um encontro entre 58 moradores da comunidade do Eucalipto e gestores de saúde em Sapé marcou a tarde desta terça-feira, dia 6, na Casa Novo Futuro. O objetivo era receber um retorno das solicitações feitas em julho pela Comissão da Advocacy sobre o funcionamento do Programa de Saúde da Família do bairro. Além da comunidade, estiveram presentes a secretária de Saúde, Luzinete, a coordenadora do PSF na cidade, Benalda, o novo médico do bairro, Cezariano, e sua equipe.

A iniciativa da comunidade foi elogiada pelos gestores, que explicaram todas as dificuldades que estão tendo para atender às propostas, que têm como objetivo melhorar a qualidade no atendimento. “Seria muito bom se outras comunidades tomassem essa iniciativa, pois é uma contribuição muito importante para o município”, observou a coordenadora do PSF. Na avaliação da equipe do projeto Claim, houve um bom diálogo entre a comunidade e a secretaria.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Prefeitura se compromete a melhorar USF do Roger

Foi com a promessa de que a Secretaria de Saúde de João Pessoa vai melhorar as condições de funcionamento da Unidade de Saúde da Família (USF) que atende o Baixo Roger que os moradores da comunidade saíram da audiência com vereadores realizada na última sexta-feira, 17. A atividade, realizada na Casa Pequeno Davi, foi provocada por uma comissão de moradores de que se articularam com o legislativo pra discutir o problema. Durante a audiência, a diretora do Distrito Sanitário, Márcia Rique, confirmou que as obras já foram iniciadas com a pintura da parte externa e a troca da madeira do teto do prédio para acabar com as infiltrações e o acúmulo de mofo.

Márcia concorda que a estrutura está muito precária, mas que compõe um quadro ainda mais complicado: as 180 equipes de Saúde da Família da cidade estão atendendo em apenas 130 prédios e 64 deles não são adequados para o funcionamento da unidade. Paralelo a isso, 15 estão sem médicos atualmente. “Nunca conseguimos fechar as 180 equipes completas”, lamenta, reclamando que, neste caso, o problema é falta de profissionais disponíveis.

Depois de acompanhar o relato feito pelas moradoras, que apresentaram fotos demonstrando as precárias condições em que a unidade está funcionando, a própria diretora solicitou apoio dos vereadores presentes para que as constantes quedas de energia no local deixem de acontecer. “Já solicitamos providências da Energisa, que precisa trocar o transformador que atende a unidade, mas até agora este serviço não foi realizado”, contou, explicando a razão do dentista não estar atendendo no local, mas na unidade do Alto Roger.

Presidindo a sessão, a vereadora Sandra Marrocos solicitou que a Casa Pequeno Davi lhe repassasse toda a documentação feita pelos moradores para que a Câmara pudesse encaminhar com os pedidos de providências para o órgãos competentes. A audiência também contou com a presença dos vereadores Tavinho Santos, Fernando Milanez e Pedro Alberto Coutinho.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Roger se prepara para audiência pública sobre saúde

Os moradores do bairro do Roger, em João Pessoa, participam nesta sexta-feira, dia 14, de uma audiência pública com os vereadores da cidade para discutir a situação do atendimento básico em saúde no bairro. A comunidade quer que a prefeitura da capital tome providências em relação à situação da Unidade Básica de Saúde da Família que atende o Baixo Roger, próximo ao Campo do Onze. A audiência começa às 15h e acontece na Casa Pequeno Davi. Como alternativa de resolução do problema, a comunidade propõe a reforma e ampliação ou reconstrução do prédio onde hoje funciona a unidade, com o objetivo de oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e um tratamento mais humanizado aos usuários.

Os próprios moradores reclamam das condições em que o prédio vem funcionando, com uma grande quantidade de infiltrações em quase todas as salas, especialmente nas de vacina e de esterilização, o que coloca em risco a higiene e a segurança dos procedimentos. Além disso, há um grande acúmulo de mato ao redor da unidade, o que também representa risco à saúde de quem trabalha ou é usuário do local.

A audiência desta sexta-feira e as propostas que serão apresentadas são fruto do Plano de Advocacy, acompanhado pelo Projeto Claim, cuja discussão foi iniciada no mês de março entre os moradores, tendo como base o diagnóstico realizado no bairro. A pesquisa, que revelou como a população vê a prestação dos serviços básicos na região, indicou que 48% da comunidade acha que o atendimento no PSF local é ruim e quase 40% avalia que a unidade não atende às necessidades dos moradores.

As queixas também estão relacionadas com as visitas domiciliares, já que quase 47% disse que não recebia ou nem lembrava quando elas aconteciam. Mais de 80% dos moradores não participa de reuniões promovidas pelo programa, a maioria porque não sabe quando elas acontecem ou porque não gosta do formato da atividade. O pedido da comunidade para que estes problemas sejam resolvidos tem como base a própria Constituição Federal, que responsabiliza os municípios pela oferta de atendimento básico em saúde.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Eucalipto recebe médico depois de cobrar solução à prefeitura

Depois de mobilização junto ao poder público, a comunidade do Eucalipto, em Sapé, conseguiu sua primeira vitória: a unidade de Saúde da Família que atende o bairro voltou a contar com um médico, solucionando um dos muitos problemas apontados pela comunidade na atenção básica de saúde. Em conversa com a secretária municipal de saúde, Luzinete Santos, a equipe da Associação Comunitária Nova Vida (ACNV) ficou sabendo que a comunidade vai receber uma resposta formal à carta que foi entregue às autoridades no dia 16 de julho.

Na carta, os moradores explicam que querem da prefeitura a garantia de um atendimento de qualidade no PSF na cidade, fornecendo medicamentos em quantidade que atenda à demanda e com infra-estrutura que dê condições aos profissionais para trabalharem. A carta é fruto de um estudo dos problemas que a comunidade enfrenta, discutidos por uma comissão de lideranças, que pesquisaram o que está garantido por lei e fizeram propostas de solução à gestão.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Prefeitura de Sapé se compromete a melhorar o PSF

A prefeitura de Sapé assumiu na tarde da última quinta-feira, 16, o compromisso de buscar formas de atender às solicitações de melhorias no atendimento do Programa de Saúde da Família feitas pelos moradores da comunidade do Eucalipto através de seu Plano de Advocacy. Prefeitura, secretaria de saúde e coordenação do PSF confirmaram conhecer uma parte das dificuldades relatadas pela comunidade e avisaram que vão tomar providências para solucioná-las. Os gestores participaram de um evento promovido pela Associação Comunitária Nova Vida (ACNV), quando uma comissão de moradores entregou uma carta apontando os problemas e fazendo algumas sugestões de solução.

Na carta, os moradores explicam que querem da prefeitura a garantia de um atendimento de qualidade no PSF na cidade, fornecendo medicamentos em quantidade que atenda à demanda e com infra-estrutura que dê condições aos profissionais para trabalharem.

De acordo com a coordenadora do PSF em Sapé, Benalda Pinheiro, das cinco unidades que estavam sem médico, apenas duas continuam enfrentando o problema, ocasionado principalmente porque os profissionais não querem trabalhar com saúde da família. “A maioria prefere ficar nos seus consultórios, mas estamos conseguindo contratar novos profissionais e esperamos trazer o do Eucalipto o mais breve possível”, explicou. Ela ficou surpresa com as queixas relacionadas à falta de medicamentos, já que tem visitado as unidades e o que viu foram “farmácias lotadas”, mas garantiu que também vai se aprofundar no assunto.

Já a secretária de saúde, Luzinete Santos, recém empossada no cargo, visitou a unidade que atende o bairro também nesta tarde e confirmou com a equipe da ACNV que o local não oferece condições para um atendimento de qualidade. “Vamos resolver isso logo”, garantiu. Ela também solicitou que queixas sobre mal atendimento fossem levadas diretamente à secretaria para que ela pudesse tomar providências. Representando o gestor municipal, o vice-prefeito, Melcíades José de Brito, também se comprometeu com as solicitações da comunidade, garantindo que os pedidos serão atendidos.

Os gestores estão agendando uma data para conversar de forma mais detalhada sobre as queixas com a comissão de moradores que elaborou o documento. Para a técnica da ACNV, Betânia Vieira, o resultado do encontro foi positivo porque demonstra que “os gestores não compreenderam as solicitações como um enfrentamento, mas como uma proposta de trabalho em conjunto”. “O poder público não pode caminhar só, a comunidade precisa fazer sua parte ao buscar a garantia de seus direitos”, avalia a articuladora política da entidade, Antonice Marques.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Comunidade em Sapé apresenta nesta quinta, 16, suas propostas ao poder público

A comunidade do Eucalipto, em Sapé, quer que a prefeitura garanta melhor qualidade no atendimento do Programa de Saúde da Família na cidade, fornecendo os medicamentos em quantidade que atenda à demanda e com infra-estrutura que dê condições aos profissionais para trabalharem. Estas são algumas das propostas que serão apresentadas pela comissão de moradores que elaborou o Plano de Advocacy às autoridade locais na tarde desta quinta-feira, dia 16. A apresentação está inserida na programação pela celebração pelos 22 anos de missão italiana no Brasil, quando a ACNV vai receber o Cônsul da Itália, Francesco Piccione, em evento que vai reunir autoridades locais e a comunidade na Casa Novo Futuro, no bairro do Eucalipto.

As propostas são fruto da ampla discussão que vem acontecendo desde o último mês de março entre os moradores, que teve como base o diagnóstico realizado no bairro pela ACNV, revelando como a população vê a prestação dos serviços básicos na região. De acordo com a pesquisa, um em cada quatro moradores considera que o serviço do PSF é ruim no bairro. As principais queixas são relacionadas à demora no atendimento e mais da metade dos moradores declarou só receber visitas dos agentes em intervalos que variam entre um e dois meses, enquanto quase 15% simplesmente não recebem este acompanhamento domiciliar. Um terço das visitas é motivada exclusivamente por registro de doença na família – ao contrário do que prevê a política da Saúde da Família, que relaciona este atendimento a um trabalho de prevenção.

Dos problemas identificados na pesquisa, observa-se que 90% da população não participa das reuniões promovidas pelo programa, sendo que mais da metade afirma não participar porque não sabe quando elas acontecem. Além disso, a unidade que atende o bairro do Eucalipto está, atualmente, sem médico, situação que se repete em outras unidades da cidade e o posto funciona de forma precária em uma casa alugada em frente à Casa Novo Futuro. O pedido da comunidade para que estes problemas sejam resolvidos tem como base a própria Constituição Federal, que responsabiliza os municípios pela oferta de atendimento básico em saúde.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Comunidade de Vindi, na Colômbia, se reúne para defender direito à saúde

Mal assistida pelo sistema de saúde público municipal, a comunidade de Vindi, na cidade de Coello, Colômbia, se articulou através do projeto Claim para buscar melhor atenção médica para a população da zona rural. Através do Direito de Petição, um mecanismo constitucional colombiano para exigir o respeito aos direitos, a comunidade vai realizar uma Brigada de Saúde no mês de julho, oferecendo uma série de serviços como dentista, clínico geral, oftalmologista, recreação e palestras sobre temas relacionados com a saúde. A comunidade espera que o governo apóie a iniciativa, garantindo assim o respeito ao direito fundamental à saúde.

Leia o relato completo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Roger mobiliza comunidade no combate à dengue, em defesa da saúde

O direito à saúde ganhou uma centena de pequenos embaixadores no bairro do Roger semana passada durante um arrastão de combate ao mosquito transmissor da dengue, o aedes aegypti.



No último dia 10, crianças atendidas pela Casa Pequeno Davi e pelo Centro Cultural Piollin, além de alunos/as das escolas Frei Afonso, João Coutinho e Ana Higina participaram da ação, possível através da parceria com as Muriçoquinhas do Miramar e a Secretaria de Saúde de João Pessoa.


O grupo levou para as ruas do bairro informações sobre como prevenir a doença através da redução de focos do mosquito. A atividade também envolveu adolescentes, educadores/as, familiares e a comunidade em geral.


segunda-feira, 23 de março de 2009

Direito à Saúde - Todos devem ter compromisso com a qualidade

Um mês e meio depois de iniciada, chega ao fim hoje a série sobre o direito à saúde e tudo que prevê a "Carta dos Direitos do Usuário da Saúde", um documento elaborado pelo próprio Ministério da Saúde e Governo Federal e que se transformou em cartilha para ajudar a população a conhecer e acessar seus direitos. E nesta última conversa, o blog de Claim alerta quem usa o Sistema Único de Saúde para um detalhe importante: você também tem compromisso com um bom atendimento.

Para fazer sua parte, você nunca deve mentir ou dar informações erradas sobre seu estado de saúde. Além disso, deve também tratar com respeito os profissionais de saúde e ter disponíveis documentos e exames sempre que for pedido

Por outro lado, a cartilha também prevê um outro prinípio que tem relação direta com o cumprimento do que está previsto neste documento: Todos devem cumprir o que diz a carta dos direitos dos usuários da Saúde. Isso inclui profissionais de saúde e gestores públicos.

Se você quer saber mais detalhes sobre que direitos são esses, visite a série aqui no blog de Claim (princípios 1, 2, 3 e 4), mas também acesse o documento completo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Direito à Saúde - A ser respeitado como paciente

Passado, o carnaval, o blog de Claim volta a apresentar mais um princípio estabelecido na Carta dos Direitos dos Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), elaborada pelo Ministério da Saúde. Ela trata dos Direitos do usuário do SUS e hoje vamos tratar do quarto direito: Todo cidadão deve ter respeitados seus direitos de paciente.


Segundo a carta, você tem direito a pedir para ver seu prontuário sempre que quiser. Tem também a liberdade de permitir ou recusar qualquer procedimento médico, assumindo a responsabilidade por isso. E não pode ser submetido a nenhum exame sem saber.

O SUS possui espaços de escuta e participação para receber suas sugestões e críticas, como as Ouvidorias e os Conselhos Gestores e de Saúde.
A versão integral e ilustrada da cartilha pode ser acessada aqui.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Direito à Saúde - A ser atendido sem discriminação

Dando continuidade à série sobre os Direitos do usuário do SistemaÚnico de Saúde (SUS), blog de Claim hoje fala do terceiro princípio do Direito à Saúde no Brasil, que diz respeito à humanização do atendimento nas unidades de saúde pública.

De acordo com a Carta dos Direitos dos Usuários do SUS, elaborada pelo Ministério da Saúde, todo cidadão tem o direito de receber atendimento médico sem nenhum preconceito de raça, cor, idade, orientação sexual, estado de saúde ou nível social.



Os médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde devem ter os nomes bem visíveis no crachá para que você possa saber identificá-los. Quem está cuidando de você deve respeitar seu corpo, sua intimidade, sua cultura e religião, seus segredos, suas emoções e sua segurança.

A versão na íntegra da carta também está disponível na Internet. Veja aqui.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Direito à Saúde - A ter um atendimento com qualidade

O segundo princípio do Direito à Saúde no Brasil, que o blog de Claim está apresentando a cada semana, está diretamente relacionado com a qualidade do atendimento prestado.

De acordo com a Carta dos Direitos dos Usuários do SUS, elaborada pelo Ministério da Saúde, você tem o direito de receber informações claras sobre o seu estado de saúde. Seus parentes também têm o direito de receber informações sobre seu estado.

Além disso, você também tem o direito a anestesia
e a remédios para aliviar a dor e
o sofrimento quando for preciso.

E não esqueça: toda receita médica deve ser escrita
de modo claro e que permita sua leitura.

A versão na íntegra da carta também está disponível na Internet. Veja aqui.